:: Metamorfose de Monstros ::

Filhos do Lamentável Mundo Novo, este blog têm vida própria. Esta que vos escreve é apenas um instrumento de um Monstro tão belo quanto Apolo e tão feio quanto Pã. Este blog não têm proposta alguma, não defende nenhuma causa, seja ela política, religiosa, sexual ou filosófica. Foi feito por puro sentimento; ora de dor, ora de prazer ( mas afinal, a arte não é isso?).
:: Sejam bem vindos ao Metamorfose de Monstros :: bloghome | Escrevam-me ::
Lisa Alves

Brasília-DF

[::..Casulo do Monstro..::]
[:...Meus escritos..::]
:: Metamorfose Coletiva
:: Usina das Palavras
:: Recanto das Letras
:: Rota 66
[:...Eu recomendo..::]
:: Diários da Ditadura
:: A Torre do Leste
:: Lowcura
:: Germina Literatura
:: Manual Prático de Delinqüência Juvenil
:: Loba
:: Digo Tudo
:: Antônio Miranda
:: Tropeçando em Palavras
:: Rabiscos, Palavrões E Trilha Sonora
:: Prodigus
:: Manufatura
:: Atlântica
:: Penso, logo digito!
:: Tudo que é sólido se desfaz!
:: Livro dos Dias
:: Metamorfose Pensante
:: Metamorfose Coletiva
:: Stalingrado III
:: Universo Anarquico
:: Outra Via
:: Clichê Casual
:: Rota 66
:: Garoto de reticências
:: Midia Independente
:: Literatura Clandestina Revolucionária

:: Terça-feira, Agosto 19, 2008 ::


Imagem: Sandman - Caçadores de Sonhos


Registre sua metamorfose:

:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 8/19/2008 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Agosto 08, 2008 ::
CARTA DE UM MOCHILEIRO
Parte IV



Jan Saudek


Pequenas anotações


Jamila

ou algumas pessoas realmente não estão a venda


Construí métodos alternativos para conhecer o incrível universo humano
Dentre vários o mais importante e eficaz foi: Mostre para o outro o que ele tem a ganhar contigo.
Não é necessário dizer-lhe isso, apenas jogue iscas.
Foi assim que conheci Jamila – uma criatura doce, acanhada que não deu muita importância para o que eu carregava. Apenas ofereceu uma cama e o melhor jantar de toda minha vida.


Condados

Passei um bom tempo percorrendo vilas, cidades, comunidades e o melhor: dormi varias vezes coberto por um bilhão de estrelas – se é que existe um número exato para elas.
Conheci Maranata nessa peregrinação – uma comunidade singular, cujas pessoas parecem conviver bem com a palavra diferença.



Bares, poemas & rock in Blues

Uma estrada, um bar, uma mesa de sinuca, um som legal que transportou meu nômade coração para leitos quentes e confortáveis.

A boca de Jamila baila na minha boca.
O corpo de Jamila treme em minhas mãos.


Deixo Beatriz para Dante. Queimem no inferno!



Lisa Alves


Registre sua metamorfose:

:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 8/8/2008 [+] ::
...
:: Terça-feira, Junho 24, 2008 ::
CARTA DE UM MOCHILEIRO
Parte III



Jan Saudek

Ser tão sozinho em meio a tantos ombros,
andar aos mil num corpo só, franzino,
e ter braços enormes sobre as casas,
ter um pé em Guerrero e outro no Texas,
falar assim a chinês, a maranhense,
a russo, a negro: ser um só, de todos,
sem palavra, sem filtro,
sem opala: há uma cidade em ti, que não sabemos.


Canto ao homem do povo Charlie Chaplin – Cantar de Amigos – Carlos Drummond .



Dois litros de água e uma carta sem um provável destinatário. Segundo meus cálculos de probabilidade estes escritos seguirão comigo para sempre. A vantagem disso é que adquiri uma caligrafia admirável – quem diria que o garoto sem identidade na escrita um dia encontraria uma letra com personalidade? É ninguém diria e provavelmente ninguém dirá. Três horas da manhã e o hotel continua silencioso, a cama é confortável, mas apesar disso não consegui me transportar para o sono dos justos. Creio que a liberdade adquirida irá manter-me muito tempo acordado. E pensar que quando conheci Beatriz as grades da prisão eram totalmente invisíveis. O sono vinha junto com o aroma de dois apaixonados.

E foi assim que tudo começou...


O PRINCIPIO DE UM CAMPO SEM FLORES

Jan Saudek

E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas.
Era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis


Campos de Flores – Amar-Amaro - Carlos Drummond



Quando percebi aquela presença feminina uma explosão interna aconteceu – Big-Bang pessoal ou um cataclisma de hormônios? Foi a primeira vez que a vi. Os olhos pareciam um satélite natural e foi então que senti uma necessidade física de ser regido. O Homem de Ninguém decidiu entregar-se para ser semeado, cultivado e quem sabe produzir uma safra boa – daquelas que além de lucro proporciona um sabor especial.

Beatriz dançava bêbada, sorria para todos e de vez em quando me olhava. Eu ali, mais deslocado do que um móvel antigo, fingia não perceber os olhares curiosos daquela mulher que em poucos segundos conseguiu fazer com que meus batimentos cardíacos acelerassem. Sentado no sofá, acompanhado de duas amigas, fazia de tudo para parecer descolado, contudo sempre me dei mal nessa brincadeira de fingir ser quem não sou. O resultado foi uma taça de vinho despedaçada no chão e o riso debochado da mulher oportunista que aproveitou a situação para se apresentar:

– O moço bebeu demais ou foi a taça que não suportou o conteúdo barato?
– Não creio que a anfitriã dessa maravilhosa festa serviria um vinho tão chulo assim.
– Prove o meu espumante e perceba a desigualdade de tratamento que rola por aqui.
– Acho melhor não, pois posso ter a sensação de que não sou tão bem vindo.
– O tratamento pode ser modificado. Mas isso vai depender de sua capacidade de conquista.

Nos apresentamos e depois daquela festa compartilhei não só muitas taças de vinho com Beatriz, mas também noites, manhãs, medos, desejos, sonhos e muitas mentiras. Éramos convictos mentirosos, tão convictos que passamos a acreditar em um futuro: filhos, uma casa de campo, um lugar para Beatriz pintar e eu que até então não abria mão de uma vida nômade passei a almejar apenas uma oficina para por em prática minhas invenções sem utilidade pública. Não sei dizer o que me fez permanecer por tanto tempo, não sei dizer se permaneci verdadeiramente. Uma vez li um poema, não me lembro muito bem o nome do autor, até porque nunca tive o hábito de ler muito, sempre gostei mais de música e rara vezes folheava algum quadrinho. Mas lembro que dizia algo assim: onde não há jardim, as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Talvez tenha sido assim minha permanência, através de um secreto investimento. Mas onde estão as flores? Será que o Grande Jardineiro não abençôo sua formas improváveis? Observo a paisagem da janela do hotel e tudo que vejo é um solo queimado e uma estrada implorando por minha passagem.


Lisa Alves


Registre sua metamorfose:





:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 6/24/2008 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Junho 12, 2008 ::
CARTA DE UM MOCHILEIRO
Parte II




Jan Saudek


Peguei a estrada e nem mesmo cogitei a idéia de jogar pedacinhos de pão para que Beatriz me seguisse. É estranho, estou sentindo depois de muitos anos uma sensação rara de liberdade. Parei em um desses hotéis de estrada e pedi uma bebida decente, dessas que faz um homem sentir-se forte e soberano diante das circunstâncias da vida. “Por favor, uma dose dupla de água, pois hoje não estou a fim de chorar pelo que ficou para trás”. A moça do hotel encarou-me com um assombro, então repeti: “Eu só quero um copo com água e uma cama confortável.” Ela me entregou uma chave e disse que no quarto teria água suficiente para uma noite inteira. Deitei em uma cama que não me pertence, para ser sincero já tem muitos anos que uma cama não me pertence. É interessante esses lugares feitos para pessoas passageiras: são tão iguais, tão silenciosos e possuem o mesmo cheiro de lavanda. Já ia me esquecendo de mencionar o criado mudo, tão mudo quanto o silêncio ensurdecedor do hotel. Naquele momento uma música visitou minha memória:

“Fique a vontade meu bem
Sinta vontade de ficar
Não tenha pressa
Quem sabe aqui é seu lugar
Mas se tiver de ida
Vê se não vai assim sem mim “


Nestas horas as canções começam a fazer sentido e as lembranças tomam conta. Não, eu não poderia trazê-la! Seria um erro. Beatriz ficou em seu lugar e eu encontrei o meu: nessa estrada, cheia de marcas, onde todos vão e vem exercendo um de seus direitos fundamentais. Ela me procurou, depois de meses deu sinal de vida. Falou da falta que sentia, recordou pequenos dramas, contou sobre a nova exposição de seus quadros, trouxe uma foto que tiramos a beira do lago artificial da cidade. Mas nada daquilo fazia mais sentido, tudo que eu queria era o tempo presente e isso ela não poderia mais me dar. A canção revisitou a mente:

“Diz que quando eu for embora
sempre vai me procurar
Não que eu não queira
Sempre eu vou te amar
E em cada estação
Em que não puder estar
Levo essa saudade
Enquanto não posso te levar
E no fim desse sufoco
Espero contar com a sorte
Se ela existe,
Que só a morte possa nos separar. “



Lisa Alves



Canção: Sinta vontade de ficar- Artista: Canto dos Malditos na Terra do Nunca


Registre sua metamorfose:

:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 6/12/2008 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Junho 06, 2008 ::




Cada vez que coloco os pés no chão
sinto a familiaridade de um mesmo solo

É como se existisse uma lei maior que teima em dizer:
Toda repetição tem um significado único.



______________________________________________________________________________________________________________
Tempo material (setembro - 2005)

Tão metódico quanto o desenvolvimento humano, tão certo quanto as catástrofes e revoluções,
tão sutil e desapercebido quanto o nosso amor e tão mundano quanto o nosso desejo.

Acordamos quando ele nos desperta e a severidade de segui-lo se torna um hábito civilizatório.

Estamos doentes e nossos pulmões estão cheios de um ar miserável que nos alimenta de sobrevivência.

Ontem, nos afastamos acreditando no poder transformador de um tempo: "nada se perde tudo se transforma".

Mas do tempo a única coisa que desejamos é o poder de cura.

Eu tinha em mãos o meu próprio tempo e através dele mapeava meu futuro.

E então você chegou e disse: O tempo nos mentiu.



Lisa Alves


Registre sua metamorfose:

:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 6/6/2008 [+] ::
...
:: Quinta-feira, Maio 29, 2008 ::

pintura: Victor Cauduro

Retorno ao Sistema
Ou a incrível história de alguns camaRAdas.




Eram átomos implorando pela formação de algo

Não havia cores, cheiros e nenhuma forma de barulho.

Mergulhávamos a mão em algo invisível e foi assim que percebemos que depois de certo ponto desaparecíamos.

Deceparam partes por partes dos nossos corpos. Mas mesmo assim éramos insistentes – sempre tocávamos na camada.

Um dia ficamos todos invisíveis, intocáveis e a natureza atômica da matéria se transmutara apenas em idéias.

Nossas reuniões eram em publico mesmo – já que ninguém poderia nos enxergar. (ou detectar nossas presenças através dos cinco sentidos)

Mas o pior aconteceu: um dos nossos cansou do anonimato e decidiu voltar para o outro lado da camada.

Assim um a um foi indo – desejávamos ser vistos, pois a vida clandestina não proporcionava reconhecimento.

Nunca mais fomos vistos juntos, a visibilidade do mundo foi capaz de jogar-nos em terras diferentes.

A camada continua ali: sem cor, cheiro e sem nenhuma forma de barulho.

Eles esqueceram. Nós esquecemos.



Lisa Alves


Registre sua metamorfose:

:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 5/29/2008 [+] ::
...
:: Sexta-feira, Maio 09, 2008 ::
CARTA DE UM MOCHILEIRO
ou
O LADRÃO DE ESSÊNCIAS




Jan Saudek


Quando Beatriz me deixou, pensei em abandonar a cidade e nunca mais voltar. Parecia que o mundo lá fora implorava por uma nova exploração. Eu sempre fui bom em descobrir coisas novas, embora me canse delas quando percebo a semelhança com os velhos lugares que pisei. Entenda não é fácil largar tudo e passar uma borracha no que ficou, pois sempre levo na mala todas as sensações de uma localidade. Algumas semanas atrás um amigo confessou que nunca se arrependeu do passado, pois foi exatamente isso que o construiu. Se eu seguisse esse raciocino diria que meu passado me transformou em uma construção inacabada e meus pedaços devem estar espalhados em vários universos humanos. Deixei muitas partes por aí, muitas histórias mal acabadas, muitas palavras não ditas e muitas verdades escondidas. O quê fazer quando não existe volta, quando tudo o que temos é uma estrada onde não é permitido retorno? E pior: como posso reivindicar o que é meu, se o que é meu também pertence ao outro? É complicado estabelecer uma aproximação humana quando o que desejamos de verdade é apenas um pedaço nosso que alguém carrega. Beatriz possuía muito dos meus pedaços, no entanto acredito que eu tinha mais de Beatriz aqui dentro do que poderia imaginar.
Não posso partir assim, é necessário um acordo, não posso carregar tanto peso de Beatriz. Mas como convencê-la disso? “Preste atenção, Beatriz! Tem algumas coisas minhas contigo e algumas coisas tuas comigo. Não é nada material, mas é necessário que façamos essa troca!” Ela me chamaria de louco. Diria que isso é apenas uma justificativa para voltarmos. Ela é prática demais para os meus quebra-cabeças. Sem falar na minha incapacidade de quantificar com exatidão o que aquela mulher carrega disso que sou eu.
Lembro quando fazíamos amor e logo após ela adormecia. Acredite, nem todos os homens dormem depois de uma boa transa e nem todas as mulheres esperam por um pouco mais de amor. Eu precisava contemplar a minha jogadora de prazeres, precisava vigiar o seu sono e sua respiração. Tenho uma necessidade existencial de analisar as reações humanas depois de um contato íntimo. Sou daqueles caras que depois de uma prosa no boteco leva os amigos para casa apenas para ter certeza se ainda sobra algo válido além do álcool. Sou o tipo de cara que empresta seus objetos mais valiosos, apenas para ver se haverá o dia da devolução. Também faço questão de não me surpreender com as confissões de pecado, pois a naturalização do bizarro é o principal escudo de um explorador. Creio que herdei isso de meu pai, o velho tinha uma fascinação exagerada por tudo que era considerado exótico.
Hoje terminei de arrumar as malas, não sei o que esperar da nova cidade, nem sei se algo ou alguém me espera. Doei todos os meus casacos de inverno, encaixotei os livros e pichei todas as paredes. Procurei me informar sobre a temperatura da nova terra e algumas fontes me disseram que o calor de lá é capaz de enlouquecer a mente mais equilibrada do mundo. Isso indica que hospícios não faltam e se eu tiver sorte, consigo um desses cinco estrelas, com direito à remedinhos três vezes ao dia. Sempre tive curiosidade de saber como é viver dentro de um local onde você recebe tratamento para curar a loucura: os loucos individuais lá de dentro, são preparados para viverem como os loucos coletivos daqui de fora. Minha mãe tinha razão: eu ainda não aprendi a conviver com a loucura coletiva, minha insanidade é excêntrica demais.
Ainda não procurei Beatriz, pensei em telefonar durante a viagem, assim não existiria a chance da desistência. Mesmo que ela implorasse ou exigisse meu retorno, eu já estaria totalmente entregue à estrada. Me conheço o suficiente para saber que depois do primeiro passo a possibilidade da meia volta é nula. Mas é aí? O peso de Beatriz continuaria ainda comigo. E eu me sentiria culpado de carregar uma bagagem que não me pertence. Será que ela sente culpa? Será que ela consegue me sentir ou suspeita que carrega algo meu? A resposta pode estar próxima da realidade dos meus dias: dias estes que estão cansados da espera por um telefonema ou até mesmo de batidas inexistentes na porta.
Ela me esqueceu, isto é certo! Beatriz dorme tranqüila, pois não sabe que um pedaço dela se encontra em outro local. Ela não tem noção de sua incompletitude. Infelizmente, eu tenho e sofro pelos meus pedaços e pelos pedaços que nunca me pertenceram.


Lisa Alves


Registre sua metamorfose:
:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 5/9/2008 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Abril 23, 2008 ::
CRÔNICAS DE NADA
Apresenta:





Parte I
O Sapo, O Inimigo e a Mula





EXPLODI?


Lá estava o mesmo homem, sentado na praça, fumando um cigarro e contando pedrinhas.
Lá estava a mesma mulher, sentada na parada de ônibus, fumando um cigarro e contado as moedas.
Lá estava a mesma menina, sentada na calçada, fumando um cigarro e contando a quantidade certa de garotos que beijara na última noite.
Lá estava o mesmo sapo, sentado na pedra, fumando um cigarro e contando o tempo que restava para explodir.
Eu era o sapo.
____________________________________________________________________________________________________________________

INIMIGO IMAGINÁRIO?

Quem bebeu meu vinho?
Quem sujou minha privada de merda?
Quem vomitou no meu chão?
Quem fumou meu maço de cigarros?
Quem não pagou a minha conta de água?
Quem é você, maldito(a) ?
____________________________________________________________________________________________________________________

O TIC-TAC DA MULA

TIC-TAC – a mula acorda
TIC-TAC – a mula trabalha
TIC-TAC – a mula acorda
TIC-TAC – a mula trabalha
TIC-TAC – a mula acorda
TIC-TAC – a mula trabalha
TIC-TAC – a mula acorda
TIC-TAC – ?

Mula! Mulaaaaa! Acabou a pilha?
Contratem outra Mula!

TIC-TAC – outra mula acorda
TIC-TAC – outra mula trabalha

____________________________________________________________________________________________________________________

Lisa Alves


Registre sua metamorfose: :: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 4/23/2008 [+] ::
...
:: Quarta-feira, Abril 16, 2008 ::
TRILHAS



Trilhas - 2007 Coletânea de autores blogueiros - CBJE - RJ.
Organizado pela Poetisa Euza Noronha.
98 pags. capa com orelhas (laminação fosca), qualidade gráfica e literária.

Autores: AdéliaTheresa Campos, Carol Montone, Caruco, Cássio Amaral,
Cris Destri, Diovvani Mendonça, Elisbeth Vasques, Elise Maria Mars,
Euza Noronha, Francisco Dantas, L. Rafael Nolli, Lisa Alves,
Octavio Roggiero Neto, Sandra Regina e Wilson Guanais



Pessoal a Coletânea Trilhas chegou em minhas mãos nessa semana.
Trilhas é um conjunto de criaturas-poéticas vindas de vários lugares desse nosso Brasil.
Cada poesia possuí uma caractéristica própria e os temas variam entre: sexo, amor, revolta, perdas, protestos e sentimentos nostálgicos.
O Monstro colaborou com essa união e como prometido irei sortear aqui alguns exemplares. Só ainda não imaginei como será esse sorteio.
Jogos, brincadeiras, testes de criatividade? Consultarei Lady Perséfone, ela tem ótimas e terríveis idéias.

Segue abaixo um dos poemas publicados na Colêtanea:


__________________________________________________________________________________________

AS COISAS QUE ELES DIZIAM...



Diziam que com o passar dos anos tudo se resolveria.
Problemas se acumularam no último instante.

Diziam que deveríamos ter pena de nossos inimigos.
Nossos filhos foram bombardeados pela nossa piedade.

Diziam que existia apenas uma forma de amor e que todas as outras eram profanas.
Envelhecemos ao lado de desconhecidos.

Diziam que existia um lado certo e tínhamos que fazer uma escolha.
Morremos todos do lado errado.




Registre sua metamorfose:

:: Lisa Alves lisaallves@gmail.com 4/16/2008 [+] ::
...

This page is powered by Blogger. Isn't yours?